CICLO DE ESTUDOS TEOSÓFICOS


O nome destes encontros não foi escolhido aleatoriamente, é um ciclo de estudos teosóficos, porque nos proporemos mergulhar mais fundo, de acordo com as possibilidades, naquilo que a palavra Teosofia realmente significa. A palavra Teosofia vem de um termo em grego que quer dizer Sabedoria Divina. Portanto, neste ciclo de estudos não adotamos nenhum credo em especial, sistema de valores ou crenças, assim como não é o propósito deste estudo estabelecer novos dogmas, ou uma interpretação definitiva a respeito de qualquer que seja a obra que venhamos estudar aqui. 
Os comentários que serão tecidos a respeito das obras que vamos estudar, parte de uma perspectiva particular para este momento. Estes comentários não se arrogam, de forma alguma, ser uma interpretação definitiva, mais ou menos verdadeira do que a compreensão pessoal de cada um neste grupo ou em qualquer outro. E também não nos aproximamos destas obras a partir da perspectiva de qualquer organização especial, uma vez que estamos usando o termo Teosofia livre de que qualquer atrelamento sectário, religioso, filosófico ou institucional. A palavra Teosofia aponta para o legado da humanidade e a essência divina no homem e seus atributos e portanto, não pode ser reclamada como propriedade de qualquer grupo ou organização. As obras que nos propomos a estudar, portanto, não são necessariamente aquelas que usualmente estão atreladas a esse termo na compreensão comum, mas aquelas obras que apontam para a Essência Divina e a Antiga Sabedoria das Eras, a primeira sendo a verdadeira natureza da humanidade e a segunda a radiância de suas faculdades naturais.

A Voz do Silêncio, H. P. Blavatsky

Parte I - 16.01.15 - Clique para download do áudio.

Parte II - 23.01.15 - Clique para download do áudio.



Para participar do CET com Selén veja a agenda, clicando aqui.

Selén 10.01.15 – Ciclos Planetários e Adaptação Energética



"Pois agora entendo que aquilo que eu começara a sentir já era 
a alegria, o que eu ainda não reconhecera nem entendera. No meu 
mudo  pedido  de  socorro,  eu  estava  lutando  era  contra  uma  vaga 
primeira  alegria  que  eu  não  queria  perceber  em  mim  porque, 
mesmo vaga, já era horrível: era uma alegria sem redenção..."

Clarice Lispector 


Eu resolvi escrever este texto, porque talvez ele seja de algum auxílio para aqueles que estejam vivendo algo semelhando neste período de intensa adaptação. Escrevo com base na minha própria experiência e nos sintomas que tenho sentido e espero poder transmitir por meio destas palavras algo do bálsamo que recebo das consciências com quem colaboro neste trabalho e que oferecem orientações, suporte ou muitas vezes apenas sua Presença amorosa e acolhedora.

Antes de tudo, deixem-me situar algumas coisas, que talvez sejam já de conhecimento de quem acompanha as mensagens transmitidas aqui no site da Escola Luz Viva. No último solstício – de verão aqui no hemisfério sul – um movimento muito importante e de certa forma inusitado aconteceu. A cada solstício a Terra se alinha de forma especial com o Sol, e por meio desse alinhamento recebe um influxo de energias cósmicas (uma alquimia de diversas energias com a predominância de uma das 12 Energias Primordiais ou Raios, que na ELV chamamos de Cromas da Luz Viva) relacionado com a Ideia Arquetípica em manifestação no planeta, como uma atualização no processo de expressão no reino das formas daquilo que É no eterno agora. O solstício de dezembro, em especial, tem sua importância ligada ao fato de que é neste solstício que desce a energia básica que “regerá” o ciclo planetário seguinte, que se inicia no equinócio de março.

De forma metafórica, podemos visualizar este movimento da seguinte maneira – considerando as limitações do exemplo – ligada à perspectiva sazonal, uma das chaves de leitura do ciclo anual do planeta:

No equinócio de março o impulso semente, acolhido pelo coração cristalino da Terra no solstício de dezembro, se espalhou completamente pela malha energética do planeta e um novo ciclo planetário se inicia colorido pela tônica do impulso semente recebido. Este é um momento de equilíbrio e harmonização, verdadeira sincronização do coração cristalino do planeta com toda a sua teia, com cada partícula que o compõe. Aqui a semente germinou e começa seu ciclo de crescimento e frutificação.

No solstício de junho, a Terra vive mais um alinhamento intenso com o Sol. O impulso semente é já uma planta e neste solstício a Terra recebe mais uma corrente de energia(s) que impulsiona as flores a se abrirem. Neste solstício a energia do impulso semente, que tinha orientação vertical e de impressão no solstício anterior, assume uma orientação horizontal e de expressão.
No equinócio de setembro, mais um grande momento de sincronização e equilíbrio do impulso recebido no solstício. As flores se abriram e os frutos começam a surgir. Neste alinhamento a vibração harmônica da teia planetária se espalha e se aprofunda, não é mais uma adaptação a uma frequência “exterior”, mas sim uma readaptação do corpo da Terra a uma frequência totalmente nova, resultado do casamento perfeito do canto da terra e do canto do céu, que produziu um canto único, que agora se espalha por toda a malha energética planetária sincronizando a dança de suas partículas.

No solstício de dezembro, o fruto está maduro. Neste alinhamento poderoso com o centro solar, a Terra oferta seu fruto ao Sol. O impulso recebido como que retorna, modificado, colorido, com uma qualidade ímpar. O fruto é colhido e partilhado na Teia Cósmica e uma semente cai no solo da Terra, trazendo o novo impulso, mais um raio que carrega os códigos a serem desenvolvidos em mais um ciclo de manifestação do Arquétipo do planeta, a Imagem Perfeita sempre existente no Mente Divina.

Ops, me estendi um pouco nesse assunto. Voltemos à proposta do texto. A partir do exposto acima, podemos perceber então que estamos vivendo um período de intensa adaptação a um impulso que fecundou o planeta no último solstício. Adicionemos a isto, o fato de que neste último solstício, pela primeira vez desde uns 312 mil anos, o ciclo planetário será regido por umas das cinco Energias Primordiais imateriais – a 8ª, Sat, ou a potência da Multidimensionalidade. De fato, um impacto considerável em nossas estruturas caducas, no que diz respeito ao mundo humano.

Pois bem, naturalmente toda nossa estrutura de expressão está sofrendo um grande impacto, do nível psíquico – o que comumente relacionamos com nossos aspectos mentais, emocionais e energético vital – ao nível físico. Nosso próprio núcleo cristalino se alinha à nova batida com muita naturalidade e sem desgastes ou resistências, enquanto almas estamos a par de todos estes eventos e a mutação nos é muito familiar e bem vinda. Mas nossa estrutura material, objetiva, passou por muitas alterações como causa e resultado da experiência de esquecimento, e especialmente a partir do nível celular, nosso multifacetado veículo se adapta com certa lerdeza a estes poderosos influxos, sendo o grau de intensidade e duração da aclimatação diferente para cada alma encarnada, devido às suas particularidades de experiência e em especial abertura, receptividade.

Devido a tudo isto, posso dizer com base em minha experiência, que não é o melhor momento para se ligar demasiado nas impressões mentais e emocionais que estamos recebendo, nem nas respostas físicas. Por conta da ordem inusitada de impulsos que a forma biológica está recebendo, o próprio instinto físico de sobrevivência começa a dar sinais que não respondem necessariamente à realidade por detrás das aparências. Eu, por exemplo, tenho sentido tonteiras, mais ou menos intensas, dependendo do dia e da hora, uma sensação de iminência que muitas vezes vem acompanhado de uma sensação de fim ou mesmo de morte física. Há momentos em que tudo parece sem sentido, como se o rumo tivesse se perdido. Isso para não falar da náusea, diarreia, sentimentos repentinos de tristeza ou frustração, que já são sintomas corriqueiros ao longo destes últimos anos em que o processo de transição se intensificou. Estes sintomas, claro, não são constantes, e muitos deles obviamente podem ter relações com outros processos, psicológicos ou patológicos - embora mesmo estes tenham sua relação com a transformação que vivemos, de modo geral. Naturalmente há momentos de alegria, serenidade, certeza, etc, mas alguns destes sintomas da adaptação em curso, podem se mostrar desafiadores às vezes, especialmente porque também estamos sendo tocados em nossas camadas subconscientes.

Em meio a tudo isto, no entanto, há um ponto de paz. Bem no interior, no silêncio de nosso afã pela mudança, pelo despertar, pela transcendência do sofrimento e do que nos parece o velho e já conhecido mundo, há um templo intocado pelo aparente caos da transformação. Um abrigo de onde jorra a sagrada fonte da equanimidade. 

A melhor forma de viver este momento é relembrando, tão frequentemente quanto possível, deste abrigo. É, como dizem os budistas, tomando refúgio, no Buddha (a essência luminosa, silenciosa e plenamente vácua que somos para além de todas as aparências, mesmo que sutis e espiritualizadas), no Dharma (a sabedoria eterna que é a radiância daquela essência e que se desvela em cada experiência que tivemos de alinhamento e imersão na Presença, bem como na aspiração à lucidez que abrigamos e alimentados em nosso interior) e na Sangha (a comunhão amorosa, a teia de interdependência e conectividade que passamos a reconhecer e viver e vemos expressa em nossas relações com irmãos e irmãs, relações de ressonância e reconhecimento mútuo).

De outra forma, mais simples e mais profunda talvez, a melhor forma de vivermos este período – não somente de adaptação até o equinócio de março, mas toda esta transição planetária, eu diria – está expressa nas palavras de uma consciência amorosa transmitidas a mim hoje: “banha-te continuamente nas águas luminosas da Graça e do Amor”. A própria visão que tais palavras evocam já possui um efeito pacificador e relaxante. 

Por fim, no que diz respeito ao eu-sujeito que interpretamos diariamente e que também somos no fim das contas, basta deixarmos sermos conduzidos neste nível aquilo que é simples e alegre, ao que enseja simplicidade e alegria. Isto não quer dizer fugir dos problemas, mas encará-los, se não com uma posição, mas ao menos com uma disposição simples e alegre e no que nossa escolha tiver algum peso, optar por aquilo que nos aproxima da serenidade.

Om Agnaye Namaha! Salve o Fogo Divino e que todos os seres estejam em paz...


Selén

Selén - As Folhas do Jardim de Anielh


Série de partilhas de Selén sobre as Folhas do Jardim de Anielh. Os áudios serão disponibilizados nesta postagem, que será atualizada a cada nova gravação.

FOLHA n. 1
Partilha gravada no dia 19.04.13 baseada na Folha do Jardim de Anielh I: "A palavra não acompanha a velocidade do Pensamento".
Foram tratados os seguintes temas: Introdução: Anielh, Aurora e Lucidez; Lucidez e Intelecto; Mente Unificada X Mente Dual; Contradição; Silêncio.


FOLHA n. 2
Partilha gravada no dia 28.04.13 baseada na Folha do Jardim de Anielh II: "Se as águas não se agitassem não haveria espuma, mas também não haveria mar.".
Foram tratados os seguintes temas: A Dança da manifestação: Movimento; Lucidez e Aceitação; A impermanência do estado humano; Acolhimento e Lucidez.


FOLHA n. 3
Partilha gravada no dia 10.05.13 baseada na Folha do Jardim de Anielh III: "O tecido seco é mais facilmente conduzido pelo vento que o tecido molhado.".
No dia da partilha tivemos problemas com a gravação e o áudio ficou com a qualidade muito baixa. Após alguns ajustes deixamos ele o mais audível possível.
Foram tratados os seguintes temas: A Ação do Fogo é Fluidez; Lucidez e Desapego: Em que nível existe o desapego?; Lucidez e Entrega.


FOLHAS n. 4
Partilha gravada no dia 18.06.14 baseada na Folha do Jardim de Anielh IV: "A represa uma hora vira inundação."
Foram tratados os seguintes temas: A personalidade simbolizada pela represa e seu processo de inundação; A alma simbolizada pela represa e seu processo de transbordamento; Autopercepção e entrega; Destruição e desconstrução; Conto Zen "Seguindo a corrente".


FOLHA n. 5
Partilha de Selén gravada no Agnisang do dia 17.10.14 baseada na Folha do Jardim de Anielh V:
"O aprisionamento se torna prisão. Muitas vezes não é a gaiola, mas o fio que impede o pássaro de voar".
Foram tratados os seguintes temas: Aprisionamento e Autonomia; Autonomia e o Medo; Aprisionamento e a posição mental e emocional.


FOLHA n. 6
Partilha de Selén gravada no dia 22.12.14 baseada na Folha do Jardim de Anielh VI: "Não cunhe palavras em moedas de ouro".
Foram tratados os seguintes temas: Conceitos e cristalização; Rótulos e condicionamento; o valor das vivências e a prisão das perspectivas fechadas.


FOLHA n. 7
Partilha de Selén gravada no dia 23.12.14 baseada na Folha do Jardim de Anielh VII: "Há rios nos quais não se pode construir represas".
Foram tratados os seguintes temas: A fonte, o movimento e o oceano; nossa trajetória na Dança; resistência e o curso dos eventos.



FOLHA n. 8
Partilha de Selén gravada no dia 03.01.15 baseada na Folha do Jardim de Anielh VIII: "É mais fácil ouvir o murmúrio da água no deserto do que um coro de anjos em meio à multidão".
Foram tratados os seguintes temas: Silêncio, ouvir a voz interna, o deserto e o face a face consigo mesmo.

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FOLHA n. 9

Partilha de Selén gravada no dia 09.01.15 baseada na Folha do Jardim de Anielh IX: "Às vezes uma pequena chama pode se transformar num grande incêndio".  
Foram tratados os seguintes temas: impulsos interiores, transformação. 

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Mãe Divina 04.01.15 - Acolhendo o Impulso de Transformação



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Paz e graça na bem aventurança da transformação, na bem aventurança da transubstanciação.
A mudança que se processa na teia da vida é o impulso de regeneração, é o impulso de renovação de todo o círculo de experiência. O impulso de transformação, o Fogo da mudança que põe em movimento cada partícula na teia infinita do existir, na teia infinita que é expressão do ser inominável e imaterial.  
Tal impulso, tal Fogo misterioso passa a ser reconhecido por vós como o próprio fluxo de vitalidade, como o próprio influxo da presença oniabarcante e silenciosa. A mudança é sinal de regeneração. Filhos e filhas, abri vossa capacidade de percebê-la como tal.
O eixo inamovível da paz e da graça - estados que vocês manifestam para além do que estas palavras implicam, pois a paz e a graça que vocês manifestam como virtudes de vossa própria essência transcendem e muito todos os conceitos e os pobres referenciais de que vocês aqui dispõem para definir ou assinalar tais coisas - a paz em vosso coração é abundante e se revela de variadas formas.
A graça de vossa presença é incalculável e interpenetra-se em vossa realidade, sustentando vossa própria dança. Vosso centro de paz e graça é uno com o centro universal da paz e da graça que a tudo sustenta. Vosso núcleo não está distante do Núcleo. Vosso núcleo é o próprio Núcleo e vossa expressão é porta de expressão do potencial ilimitado do Núcleo universal da vida.
Nas dimensões da experiência um mistério se revela em simplicidade e mansidão. Em cada um de vós se encerra a dança da forma e da consciência. Em cada um de vós se encerra a dança da matéria e do imaterial. 
Neste impulso de transformação, cada um de vós é conduzido a reconhecer-se essencialmente como portas da expressão da paz e da graça que a tudo sustentam. Paz e graça que existem como o sustento de toda manifestação, de toda experiência.
Eu vos convido ao enamoramento de si. Eu vos convido a momentos de absorção nesta paz e nesta graça que jorram da fonte que vocês são. Todos neste planeta, filhos e filhas de meu ventre sagrado, são impelidos com urgência a reconhecerem-se para além da aparência da limitação, para além da aparência da fragilidade, para além da aparência da separação. Juntos, constituindo em nosso estado fusionado a alma do mundo, entoamos um canto que compele e impele cada partícula deste planeta a ressoar nesta frequência dinâmica, nesta frequência de clareza, de unidade, de amor.
Crianças bem amadas, nada disso está distante. É imprescindível que reconheçais a coincidência de vossa expressão e de vosso núcleo, a simultaneidade de vossa projeção no reino das formas, suscetível à transformação e à mudança e o núcleo ígneo, imóvel e imutável que não pode ser encapsulado em qualquer imagem, que não pode ser situado num tempo ou no espaço por mais diáfanos e etéreos que sejam tais representações.  
Para além da visão e da experiência, para além dos sentidos físicos e sutis, para além de todas as dimensões, é-se apenas. Mas tal reconhecimento não é negação da dança e do movimento, pois que o ser é para além de repouso e movimento, é para além do som e do silêncio. Todos estes pares que se relacionam e que coexistem em interdependência condicionam a dança da experiência e da manifestação, mas Aquilo não está sujeito a condicionamentos.  
Bem amados filhos e filhas da Luz, o amor e a ação coexistem aqui e agora, como facetas de um mesmo Raio, como aspectos de uma mesma chama. Reconhecei esta coincidência e esta simultaneidade de vossos aspectos, pois ao reconhecer podeis reconciliar e ao reconciliar, integrais.

Mensagem canalizada por Selén
www.escolaluzviva.com.br

Isilda 01.01.15 - Reconhecendo a Bolha de Percepção



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Participante: Isilda! Lá vou eu!
Lá vamos nós!
Participante: Essa sonolência que a gente está sentindo, a gente pode creditar isso na conta dessa nova energia que veio com o solstício?  
Irmã, não necessariamente. Isto é resposta do seu corpo a determinados movimentos energéticos, né? Veja, havia sonolência antes disso, o corpo responde dessa forma. Isso não é uma particularidade desta energia que desceu com o solstício. Isto é uma particularidade de como o corpo responde a determinados estímulos.
Quer sejam dessa energia em particular que desceu no solstício ou de qualquer energia que esteja em atuação ou que entre num processo de intensificação no organismo, não é mesmo? Naquilo que concerne à parte física.
Participante: Mas existe alguma reação específica por conta dessa energia, além dessa sonolência?
Cada um tem várias formas de responder a isso, né? Isso foi falado. Perceba, irmã, quando você come um pedaço de torta, o que pode acontecer?
Participante: Ela pode digerir e eu nem perceber ou então ela pode pesar no meu estômago ou no meu caso, mais especificamente, no meu fígado.
Ou milhares de outras possibilidades. Seu corpo pode responder a isso de diversas formas. Isto vai depender da sua condição psicológica naquele momento, porque se você estiver sendo forçada a comer a torta, sendo que você não gosta de doces, a experiência vai ser uma. Se isto é um resultado do seu desejo, do seu intento de comer um pedaço de torta, vai ser outro. Vai depender de quem está lhe dando a torta, como você está vivendo aquela experiência e seu corpo, ainda, pode responder de tantas outras formas, o que pode colorir ainda mais tal experiência. 
Perceba, se com um ato simples de comer uma torta você tem todas essas variáveis, que dirá de um movimento que diz respeito a um banho, hum, um banho de Fogo num planeta?
Participante: Um tsunami...
Quando todos os elementos começam a reorganizar, se reorganizar, porque, lembre-se: a harmonização desta energia que desceu vai acontecer no equinócio. Todos os elementos estão se movendo, estão se readaptando, estão se reposicionando diante deste impulso, em obediência a este impulso e isto assume diversas formas. O corpo é tão pequeno, é uma sombra.  E ele tem os seus efeitos, claro, isto vai repercutir no corpo de alguma forma, que vai ser mais ou menos, de uma forma ou de outra, dependendo de uns e de outros. Não é possível padronizar e pedir para fazer isso se servindo de um cérebro como este é até um ato cruel. 
Participante: Mas, por exemplo, depois de uma interiorização que a gente vive aqui, a gente passa mal, chega a vomitar mesmo o que ingeriu. Isto é efeito da carga energética?
Isto de novo é a resposta que o seu corpo deu, a forma como ele consegue processar aquilo. Assim como quando você come um pedaço de torta, você pode vomitá-la, enfim.
Participante: E outros não...
E outros não. Essa é a forma como o corpo responde a um impulso de readaptação diante de um estímulo. É claro que pra cada um isto pode significar uma coisa, então, não é possível criar uma cartilha a respeito disso, né? "Participou de um alinhamento, vomitou, o quê isto significa?", isto não é almanaque de adivinhação.
É preciso que você sinta, você seja a percebedora de sua experiência, você esteja consciente de sua experiência, você sinta seu corpo, como está o seu estado, como estão suas emoções, como está o seu grau de receptividade àquilo, porque então esta clareza vai vir para você. Abra-se a ela. Quem melhor pra falar de você do que você mesmo? 
Empenhe-se numa relação de amor com você e com sua expressão material, esta é a grande tônica no momento.
Participante: Que é o acolhimento amoroso?
Isso, em outras palavras. A questão é que o acolhimento amoroso, para muitos de vocês, permaneceu como um conceito e como uma posição abstrata. Como um posicionamento um tanto abstrato. "Ah, eu estou no acolhimento amoroso". Do quê? De quem? Para quê? Isto ficou uma bela frase, né? Ficou uma coisa assim que você se imagina acolhendo amorosamente a vida – a vida, essa coisa que ninguém sabe o que é, que é tão vasta. “A questão é acolher amorosamente”. É preciso encarnar o acolhimento amoroso e isto acontece na vida diária, nas situações cotidianas, práticas. E isto é engajar-se numa relação amorosa, num relacionamento amoroso consigo e com sua expressão. Isto é reconciliação, isto é reintegração.
Um tanto de palavras que já foram usadas várias vezes que também já foram cristalizadas e transformadas em belos conceitos, mas enfim é o que nós temos. Palavras que só vão revelar novas faces à medida que vocês se lançam à vivência, à medida que vocês passam a reconhecer o que essas palavras indicam, o estado que estas palavras apontam como uma realidade objetiva.
Participante: Na medida em que a gente passa a viver essas...
A reconhecer! A reconhecer na vivência. Isto está aí! Isto está aí.  
Participante: E sobre essa nova fase que a gente entra agora, no que concerne à fusão das Redes, que já se concretizou, o que você poderia nos dizer?
Aquilo que já foi dito. Não há nada de novo com relação a isto, porque o que eu poderia dizer vai ser uma repetição daquilo que já foi dito e se aquilo que já foi dito não teve o efeito, não vai ser o que vai ser dito agora que vai ter.
Então, se vocês precisam de orientações, reouçam aquilo que foi dito, resgatem aquilo que já foi falado. Nós precisamos avançar, hum, nós precisamos avançar. A pergunta, a pergunta de hoje é outra! A pergunta de hoje é outra. Essa é a pergunta de ontem e essa pergunta já foi respondida.
Participante: E a de hoje?
Pois é, a de hoje você vai fazer quando você cumprir o dever de casa que foi passado lá atrás. (Risos) Aí você vai ter algo de novo pra perguntar e eu vou poder, talvez, ter algo de novo para lhe dizer.
Vocês estão numa realidade plástica, vocês vivem hoje uma realidade plástica, mutável, extremamente receptiva. O quê vocês querem fazer com isto? Qual é o cenário que vocês pretendem pintar? Esta é uma pergunta de muito mais atualidade. Vocês estão na crista de uma onda, na curva da jornada. O quê vocês verão? Isso vai depender de como vocês estão.
Como vocês vão atravessar o período que se apresenta? Como vocês vão se relacionar com o cenário que se descortina após essa curva? Todas as possibilidades são reais, qual delas vocês vão colapsar?
Vocês vivem uma época mágica! Vocês vivem um momento em que o corpo do planeta, em que o seu corpo freme na expectativa de algo inusitado.
Participante: Sim, a gente sente isso. Mas a gente não sabe o... Esse inusitado pode ser tudo!
Então!
Participante: Esse é o ponto.
Mas o inusitado não é aquilo que vai estar fora. O grande inusitado porque a matéria freme é pelo inusitado que parte de você, hum. Então, saia dos antigos trilhos, abandone a antiga forma de pensar. Se reformule. Se regenere. Abra um espaço dentro de você para que outras possibilidades sejam consideradas como válidas e possíveis e que não se recolham em temor diante do improvável, do impossível, do absurdo.
O extraordinário tende a se tornar o comum, a matéria do comum. Mas se seus olhos continuam fixados naquilo que é o ordinário, o extraordinário permanecerá uma possibilidade distante, mesmo que ele seja aquilo que esteja acontecendo a seu redor.
Para que vocês aproveitem – e isto se estende aos ciclos que vêm; isto não tem tempo para se concluir, um tempo linear, né? – para que vocês aproveitem o impulso que Inturi-Kertena emanará neste planeta, porque esta energia se instala e a partir do equinócio ela rege um ciclo até um próximo equinócio de primavera ou outono, dependendo do hemisfério em que você está.  Para que vocês aproveitem isto com cada vez mais profundidade e liberdade, também, é preciso que vocês reconheçam sua bolha de percepção. O seu filtro de percepção. Aquilo que limita sua experiência ao repetido cenário que vocês têm vivido.
Porque o mundo está se transformando. Vocês olham, vocês saem dessas paredes, vocês olham e vocês estão vendo um cenário que já passou. Vocês estão presos num sonho! E agora não estou falando da metáfora do mundo de esquecimento, não estou falando da metáfora da ilusão, estou falando de uma distorção psicológica. Eu estou falando de um movimento de histeria em massa no qual esta humanidade entrou há alguns anos atrás. Porque os véus caíram! Uma outra realidade já está presente aqui. Vocês continuam vivendo o que vivem porque estão presos numa alucinação.
O que nós poderíamos dizer que tem um paralelo com a desintoxicação que vocês conhecem aqui. Sabe, quando a pessoa está ali, ela parou de usar uma determinada substância, o corpo está se desintoxicando e então ainda tem aquele efeito. Na verdade, não tem mais nenhuma substância em atuação ali, ou seja, você não está ingerindo mais aquela substância, mas ainda há o efeito da substância que ainda está no corpo e não foi expelida. 
Ninguém está mais no estado de separação ou de ignorância. Tudo o que vocês estão vivendo é um efeito retardado desse processo de desintoxicação. É um movimento de histeria em massa! Porque há a histeria da abstinência e, é claro, um pavor de não saber onde é que se está pisando.
Participante: Exatamente.
Reconheçam que aquilo que vocês veem no mundo, aquilo que vocês veem ao seu redor, a forma como vocês veem as pessoas que estão ao seu lado, como vocês encaram cada situação e cada evento neste mundo é uma imagem projetada a partir desta bolha de percepção. Este mundo pessoal.
À medida que vocês se tornam conscientes disto, vocês têm a possibilidade de ver para além disso, de oferecer isto... É claro, este mundo pessoal está cada vez mais frágil e cada vez menor, né? A bolha está se acercando, isto também dá uma sensação de falta de ar, porque parece que tem quatro paredes se apertando ao redor de vocês e não tem pra onde correr. Disto daí vem esta sensação de iminência, de fatalidade, porque parece que tem alguma coisa se acercando e isto está ficando cada vez menor e o mundo é pequeno e a vida é curta e tudo é muito frágil.
Participante: Parece que falta o ar!
Exatamente! A bolha do campo de percepção, essa bolha de percepção ela está se... Ah, vamos usar o paralelo de uma bolha de plástico quando se coloca perto do fogo, ela começa a encolher, ela começa a se encolher e a murchar. É o que está acontecendo com a bolha de percepção, esse filtro mental, psicológico, enfim. 
Quando você reconhece esse filtro, à medida que você vai ficando mais consciente desse filtro você tem a possibilidade de ver a outra coisa. Você não está mais sujeito a este filtro. Você não se engana mais com a ideia de que aquilo que você vê é de verdade, a forma como você pensa, que você raciocina os eventos, é a realidade, porque ela é uma realidade relativa. Ela pode ser assim, mas ela não é assim também.
Participante: Ela pode ser, mas não é necessariamente?
Não.
Participante: E a gente acredita que ela seja necessariamente.  
Então, vocês vão ser conduzidos mais intensamente ainda a se darem conta dessa bolha de percepção. Este é um trabalho psicológico. Este é um trabalho de autopercepção, este é um trabalho de conscientização, um trabalho de lucidez.
Ao mesmo tempo há o impulso de estabelecer ressonância, de reconhecer a ressonância. De reconhecer a interconectividade, a interdependência, a relação sagrada e isto passa pelo trabalho com os reinos, isto trabalha por um processo de devoção. Isto passa por tudo aquilo que tem a ver com ressonância, com sintonia, com amor. 
E aí, vocês também serão conduzidos, como estão sendo conduzidos a isso, a uma sensibilização. A uma sensibilização, a um despertar dos sentidos, a um refinamento dos sentidos. A desembrutecer o corpo, o veículo. 
Participante: E quando você fala "vocês estão sendo conduzidos", isto se refere ao nosso trabalho aqui na...
Isso se refere ao planeta.
Participante: Ah, não aqui, no nosso...
Claro, aqui isto se expressa de maneira mais objetiva, mais clara. Porque há uma relação de consciência, de lucidez com isto que se desenrola. Mas esta é uma tônica.
Participante: Mas a humanidade vai ser conduzida, né?
Não, está sendo. Isto é a tônica agora. Como cada um vai viver isso, cada um determina. É o que está sendo oferecido, né?
O nosso trabalho segue íntima ressonância porque há a lucidez de que isso é o que está se processando. E quando você sabe para onde está soprando o vento, é para onde você aponta a sua vela, para aproveitar o impulso. Isto é inteligente, minimamente inteligente. 
Mas há um outro impulso também. É sempre triplo, não é mesmo? E este é a sabedoria prática, porque esta lucidez que passa por este reconhecimento da bolha de percepção e da possibilidade de ver isto sem esta bolha, o que implica então em observar, perceber a vida com outros olhos, de uma outra forma, permitindo que o inusitado se revele, assim como este aspecto da interação, do contato com os reinos, a parte de sutilização do sentir – que diz respeito a esta segunda face do Fogo, não é mesmo? - tudo isso tem que se unir para manifestar na sabedoria prática. E esta é a Magia!
Participante: Muito bom!
Participante: Ou seja, na verdade, agora o foco é (sempre foi, mas tudo bem, é mais forte agora) a gente viver olhando pra dentro. Não é?
É uma forma de colocar as coisas. Eu diria que mais do que isso, é perceber a relatividade disso que parece acontecer dentro, disso que parece acontecer fora.  O que seria olhar para dentro?
Participante: É viver com mais consciência. É estar presente no aqui e agora.
Ah, claro! Isto é básico, né? Isto é básico.
Participante: Mas entrar em contato mesmo com o que se está sentindo diante de cada situação que a vida trás. 
Estar consciente do que se processa. Não para validar aquilo ou para se perder naquilo, mas para perceber a fragilidade daquilo. É um processo de desilusão. Cada visão, cada cenário, cada perspectiva deve ser posta em xeque. Não para ser rejeitada, necessariamente. Mas apenas para ser posta em xeque.
Participante: Para se constatar, apenas?
Para que você não se limite. Esta é a perspectiva do momento, muito bem! Vamos vivê-la. Mas isto é a única coisa possível?
Participante: Não.
Não! A qualquer momento pode mudar, pode mudar agora, inclusive.  Esta perspectiva pode ser já a velha, pode não ser mais a atual. Não é a mais adequada para o momento, então, você abre espaço para que a vida recicle aquilo.
Participante: É apenas estar aberto para a infinidade de...
É apenas estar aberto, é apenas estar qualquer coisa, é apenas não estar... Isto é tão limitante! Pra quê? Para quê resumir isto numa fórmula? É viver. É apenas viver! Se você quer reduzir a uma fórmula, reduzamos nessa, que acaba não dizendo nada. É apenas viver! Porque quando você diz "é apenas isto, é apenas aquilo" você limita a questão, né? Você reduz a coisa a um grupinho de palavras.
Isso, na verdade, é uma necessidade da entidade psicológica de se sentir segura, de saber o que está acontecendo, pra onde ela deve ir.  O destino dela é ficar cada vez mais perdida. E é quando ela aceita... Quando você, você entidade psicológica, aceita estar perdido, é aí que você se encontra. É aí que você percebe que na teia aparentemente caótica há uma ordem perfeita. 
Participante: É, temos que reconhecer.
Participante: Tive uma percepção esse final de ano, é uma sensação, não é nem percepção, parecia que uma coisa assim abria, abria, abria... Uma coisa grande. É bem abstrato, né?
É um efeito, isto é um reflexo desse movimento. É a forma como você percebeu esta transformação, o movimento das marés.
Participante: Um horizonte amplo... E não tem como especificar, como se esse espaço estivesse aberto pra viver esta grande possibilidade de realização, né? – Não sei... 
É possível.
Participante: É possível, é! Para transitar nessa grandeza.
Percebam como vocês saem daquela visão antiga de que a realização, a iluminação, sei lá quantas ideias vocês criaram a respeito disso, era um coisa destinada a poucos seres e que aconteceria daqui a algumas encarnações, com um pouco de sorte, né? Caso vocês na próxima encarnação não se perdessem completamente, de novo. E vocês percebem que não, que isto é agora! Que isto já está aí e é como a flor que se abre. Porque a flor está fechada, ela é menos flor? Não, e na hora certa ela se abre e ela revela ao mundo a sua beleza e o seu fragor.  
Participante: É bem isto mesmo.
É isto que vocês têm que se conscientizar, isto está aqui, já é uma realidade. A expressão ativa, perceptível é a maravilha da experiência. Aproveitem! Vejam seu próprio abrochar, seu próprio desvelar.
Se vocês estão sintonizados com isto, vocês estão sintonizados com o movimento de hoje, com aquilo que é para agora, porque é isso que a vida está cantando neste planeta, o desabrochar de cada flor humana no jardim da Grande Mãe. Se vocês estão sintonizados com isto, vocês estão atualizados.
Participante: Ah, que bom! Porque é bem por aí mesmo. Quando você fala, isto ressoa muito verdadeiro dentro de mim. Ressoa uma grandeza, assim, que eu não sei explicar.
Participante: Vou fazer uma pergunta, então, que uma irmã mandou: Poderia se falar a respeito do impulso que alguns estão sentindo por uma alimentação mais natural? E a relação da carne neste momento da humanidade?
Bom, este impulso é um impulso relativo, obviamente, uma vez que ele é assim para alguns e é de uma outra forma para outros. É o que é. Se é o impulso que você sente, tanto mais fácil será sua experiência se você segui-lo. 
A relação da carne está no mesmo padrão, está no mesmo patamar, não há necessidade de nos fecharmos em categorizações e em leis rígidas. Aquilo que é para um, é para um em determinado momento e amanhã pode mudar e aquilo que é para outro é para outro no momento e pode mudar. Enquanto se está em período de transição isso tudo é relativo.
Agora, há um impulso que é abrangente e que é muito... E cada vez será mais perceptível, que é, claro, de deixar o velho modo de existência para trás. E, claro, isto passa pela forma como vocês compreendem aquilo que nós já tratamos em algum momento como o processo de nutrição. Isto se liga diretamente ao senso de sobrevivência. À medida que vocês perceberem em si a transformação deste padrão de sobrevivência e passarem a um padrão de vivência, o antigo modo fica para trás.
Mas isto não quer dizer mais nem menos, porque no período de transição isto tudo é relativo. É apenas o impulso que vem pelas beiradas como um canto de fundo e paulatinamente tudo vai se adequando a isto. É claro, vocês não esperam viver pra sempre tendo que se alimentar de animais, né? Espero que suas aspirações sejam um pouco mais elevadas do que isto. 
Participante: Mas você fala isso não pra nós, que estamos aqui e agora, né? Pra humanidade, porque...
Claro, para a humanidade.
Participante: Não, mas eu quis dizer assim, espero que vocês não fiquem pra sempre achando que... Querendo se alimentar de animais. Mas nós que estamos aqui na Terra, neste momento, né?  
Claro, quem mais seria?
Participante: Não, é que eu não vejo essa humanidade com esta consciência nesse momento planetário e enquanto permanecemos aqui, a ponto de não mais ter a necessidade de se alimentar de animais.
Mas isso vai ter que mudar.  Isso vai mudar uma hora. Não é óbvio? Até quando você espera que isto aconteça? Bom, o reino animal tem o seu tempo limite de serviço para esse aspecto, né? Daqui a pouco isto muda, você já percebem, em alguns corpos simplesmente aquilo já não funciona mais, porque o serviço do reino animal com aquela alma fechou.
Quando o animal chega um dia pra alma e "Olha, muito bem! Obrigado! Foi maravilhosa a nossa troca nesse nível de nutrição, mas pronto! Agora você já está pronto pra outra!". E aí a criaturinha aqui embaixo inconsciente disto vai e come carne e vai parar no hospital. 
Tudo muda, tudo se transforma. Mas de novo, não coloquem essas coisas na cabeça como regra, não, porque é muito trise ver vocês presos nisso. Por uma ideia de soberania, de falsa soberania, né?, a soberania como se compreende geralmente que é uma relação de poder e subjugação, vocês acham que o reino animal é um reino que está aos seus pés, com o qual vocês podem fazer o que bem entendem.
Este reino tem sua forma de se comportar, tem seu próprio modus operandi. Ele está se prestando a este serviço, no momento em que este serviço estiver sido cumprido vocês não imaginam o que pode acontecer! É interdependência. Vocês acham que vocês chegam com um poder e dominam a Terra. A Terra se abre e doa um pedaço dela pra que vocês brinquem um pouco e quando ela não quer mais ela simplesmente tira.
Olhem ao seu redor, não é assim que acontece? Cidades podem virar pó num instante, quando se cumpre um ciclo de manifestação ali. E nem todo orgulho do mundo pode fazer qualquer diferença nisso. É pó!
Então, não se preocupem com isto porque quem tem que comer carne está comendo carne, quem ainda precisa comer carne tem o reino animal pra oferecer a carne. Não tem nada de errado com isso! Está cada um fazendo a sua experiência, quando cumprir o propósito, pronto! Passou. Se aquela consciência encarnada estiver lúcida, ela não vai sofrer porque ela vai compreender que cumpriu um momento, era até aqui que a gente tinha que ir com esse negócio e pronto, foi embora, passou. Senão ela vai resistir um pouco, vai sofrer um pouco e vai abrir mão.
Participante: E isso com tudo, né?
Com tudo. Nem montanha fica no mesmo lugar pra sempre.
Participante: E a transcendência da crença da morte, ela já pode também ser realizada neste momento planetário?  
Individualmente falando, sim. É uma possibilidade.
Participante: Já existe essa possibilidade?
Claro, já existem seres que inclusive já transcenderam essa ideia, né? Tanto a ideia quanto a expressão factível. Não é? Ou seja, há seres hoje no planeta num corpo que simplesmente não vão morrer. Não vão passar pela forma de morte que era usual. E isto, eu acho que Asul já deve ter falado sobre isto, isto vai se tornar cada vez mais comum, mais comum até que o status quo seja dissipado, essa ideia arcaica seja dissipada completamente. Até que seja matéria de conhecimento comum que a morte não existe. 
Participante: Teria algum sinal assim de comportamento dentro da gente que a gente tivesse um vislumbre de que a gente não se coliga com isto, com esta coisa da morte?
Existe, mas esta pergunta ela é traiçoeira. 
Participante: Ela é traiçoeira, é...
Porque ela vem da necessidade de autoafirmação. "Eu já passei desse ponto, será? Eu já estou bem? Eu já não preciso me preocupar com isso?"
Participante: Exato. Não, porque eu penso assim, todas as experiências que eu passei de morte na minha família, não foi algo assim que mexeu comigo, entendeu? Então, eu não me conheço nesse ponto, por isso que eu também... É traiçoeira mesmo, eu sei o que você está falando. Mas, tipo, quando meu pai morreu, eu "tudo bem", minha mãe morreu na minha mão e eu cuidei, limpei e preparei ela pra pôr no caixão e tudo bem, eu fiz tudo isso naturalmente. Às vezes a gente fica se questionando assim "puxa, será que isto é uma frieza ou por a gente não ter muito modelo por perto que faça isso..." E isso é... Qual é a diferença de você ser frio em relação às coisas e de você ter transcendido, sabe? Porque, assim, a confusão vem é que é do corpo emocional, né? De você não se emocionar com as coisas, por exemplo, "ah, fulano morreu", então você fala assim "ah, morreu porque tinha que morrer". Ai, mais geralmente as pessoas falam "ah, mas coitado! minha família está sofrendo, não sei o quê, não sei o quê...". E você encara aquilo mais "bom, morreu porque tinha que morrer. Já foi.". Encara de uma maneira mais sei lá se é prática. A gente não se reconhece dentro desse contexto porque tem pessoas que levam muito a sério isso e...  
A frieza, irmã, é uma negação que chega a um estado de quase inconsciência. A frieza esconde o medo. A frieza esconde sua incapacidade de lidar com aquilo. A transcendência é a naturalidade, é a espontaneidade.
Participante: Entendi.
Participante: Mas a transcendência da crença da morte seria simplesmente a gente ter consciência de que este corpo um dia vai perder sua função e vai deixar de existir e nós vamos continuar a nossa jornada? 
Esse é o aspecto biológico, apenas, da morte.
Participante: Ah, sim, porque não é disso que eu estou falando.
Claro, e nem é disso que eu estou falando.
Participante: Ah, tá!
Há uma crença de que você está sujeita ao fim, de que você é o corpo e, portanto, você também vai acabar com a morte. E de que a morte necessariamente se produz dessa forma, como um fim. O quê eu estou falando é uma transformação desse paradigma, é a dissipação desse paradigma ou de qualquer outro, inclusive. A morte como vocês vivem, como é vivida nesse planeta, acontece enquanto a consciência está sujeita à ignorância de si. A própria matéria está sujeita à ignorância de si. Então, se faz todo um teatro para representar aquilo que é simplesmente transformação.
Participante: Qual seria, então, agora a quebra desse paradigma?  
De muitas formas, você pode simplesmente abandonar o corpo, "ah, pronto! Estou indo."; o corpo pode se transformar em outra coisa... Há muitas possibilidades e também debatê-las é inútil, porque o cerne está num engrama de sobrevivência e de medo do fim, está num engrama de limitação. Limitação!
Participante: O corpo é apenas um veículo que é feito para fazer as coisas humanas e que não necessariamente você precisa estar nesse veículo na sua experiência de vida. E a morte é apenas algo natural que acontece e que tem que ser levado como algo natural. 
O corpo é muito mais do que isso, o corpo pode ser a sombra da sua radiância. O corpo pode ser a camada a mais visível ou mais concreta de Luz. Quando você compreende o corpo dessa forma, a morte deixa de existir da forma como vocês compreendem morte. 
Imagina, isso é um holograma, têm aqui milhões de átomos coligados dando essa aparência. Isso pode mudar agora! Vamos supor, agora tenho que ir para uma outra dimensão, para outro planeta, tem que ir para a Intraterra, tem que adaptar essa forma a outras condições.  Você pode simplesmente transformar e quem disse que não é isso que acontece? E quem disse que o que fica ali, que vocês chamam de cadáver, não é uma imagem que só existe na mente de vocês porque é o que vocês esperam que aconteça?   E quem disse que o verdadeiro corpo não foi junto? E se transformou em outra coisa?
São estas possibilidades que passam a se tornar reais, por que não? Se vocês já conhecem o funcionamento molecular de uma forma, vocês com certeza conseguem compreender que isso é uma possibilidade real. O carbono não se transforma em diamante? É, mudou ali a estrutura molecular, se transformou em outra coisa. Ora, muda a estrutura molecular de um corpo, ele se transforma em outra coisa. 
Mas muito cuidado com isso para que isso não venha como uma consolação desse sentido de limitação, como uma fuga. O que quer que aconteça com o corpo, isto é perfeito. Os problemas são outros, o problema não é se o corpo morre ou se não morre, é a sua relação com isso. É como isso lhe afeta. É qual a sua sujeição a isso. Qual a parte de você que está sujeita, presa a esse fenômeno? Qual a parte de você que continua validando esse fenômeno e sofrendo por causa disso? Como se fosse uma coisa determinada, "ah, eu vou morrer! Todos vamos morrer!". As coisas não são assim determinadas, tudo pode mudar a qualquer momento. Mas, de novo, a importância, a grande questão está em como você se posiciona diante de si, primeiramente. 
Participante: Eu estive pensando na questão da multidimensionalidade e me veio uma coisa assim, que a primeira coisa mesmo é separar a ideia de corpo e do que eu sou, né? É a primeira premissa para viver a multidimensionalidade. E eu preciso desse corpo para eu estar nessa realidade física de terceira dimensão, nessa experiência. Mas para viver a multidimensionalidade, eu não preciso dele, eu não vou viver com ele. É isso? Eu não preciso, eu nem vou com ele. Ele não vai me fazer nenhuma diferença para eu viver essa multidimensionalidade. Eu posso estar onde eu quiser sem ele, com ele apenas como ela falou, um veículo para se estar aqui experimentando a terceira dimensão. 
Nem isso, nem isso. Você pode estar aqui sem um corpo físico para experimentar esta dimensão. Mas você vai ver uma outra face dessa dimensão. Irmã, esse conceito ele é funcional até um certo ponto, porque ele ainda implica numa separação entre corpo físico e corpo não-físico e etc. e etc. Muito bem, deixe que este conceito cumpra seu papel, mas daqui a pouco você vai descobrir que a coisa é outra.
Esse corpo é muito mais do que vocês imaginam, reduzi-lo a simplesmente um veículo é subestimar a potência dessa forma. O problema não está no corpo, o problema está na identificação com a aparência, hummm! Isto é outra coisa. Você se olha no espelho e você vê uma determinada imagem, que certeza você pode ter de que o seu corpo é aquilo que você está vendo no espelho? 
Participante: Nenhuma.
Se a sua percepção da imagem no espelho está sujeita a um filtro psicológico. Tanto é que tem dia que você vê ele mais bonito, tem dia que vê mais feio, tem dia que vê de um jeito, tem dia que vê de outro. Qual é a verdadeira aparência dessa forma, hum? Esta aparência é holográfica! Ela é verdadeiramente maia.
Eu vou dizer uma coisa aqui e não vou falar mais nada. Vocês nunca abandonam esse corpo, nunca abandonaram e nunca vão abandonar.
Participante: Então, agora a gente tem que chocar este ovo?
Choquem este ovo, fiquem em paz e até uma próxima! (Risos)
Participante: Irmã, essa foi... Essa foi forte, hein! Você está confiando muito na gente. (Risos)
Aní Maritumi!
Participantes: Aní Maritumi.

Transcrição feita por colaboradores da ELV.
Mensagem canalizada por Selén - http://www.escolaluzviva.com.br/

Mãe Divina 25.12.14 - A Certeza para além das certezas


Desde o Canto Cristalino da Paz, meu Manto se estende, envolvendo cada um de vós, filhos e filhas bem amados de meu Coração.

Quando vossas certezas são abaladas em seu próprio âmago, as zonas de medo, de insegurança vem a tona, se revelando como uma sensação, por vezes, de incerteza e solidão. Vocês vivem, como lhes foi anunciado, exatamente este momento de abalo, de reestruturação, de sacudida de tudo aquilo que acabou por se transformar em verdades presumidas, tomadas como certas e infalíveis, mas não pela clareza e vivência na redescoberta de vosso coração, mas sim pela força de inércia e do hábito que leva vossos esquemas e conceitos, vossos apoios racionais e visões de mundo a se tornarem castelos de areia com aparência de fortalezas de rocha.

Eu vos convido amorosamente, como vossa Mãe Divina, a se achegarem a mim, a um momento de Paz.

Quando o mundo ao vosso redor, quer seja o teatro das formas físicas ou psíquicas, parece estar ruindo e se tornando em pedaços e a incerteza assola vosso horizonte, eu vos relembro, crianças benditas: em Mim encontrareis a força e a serenidade. A Paz e a Graça de meu Manto que se acha à vossa disposição lhes permite, neste momento de Paz, aceitar e acolher a revelação destas zonas de medo e insegurança que restam ainda como partes constituintes de vosso aspecto psicológico.

Não há razão nem necessidade para se encolher em temor diante destas sombras. Bem amadas crianças da Luz, estas sombras não se mostram para vos atormentar ou vos fazer fraquejar. Ao contrário, estas zonas sombrias de vosso mundo psíquico - individual ou coletivo - se mostram para que vossa Luz se desvele em maior intensidade, pois não é um campo de batalha e de confronto no que deve se tornar vosso interior, mas num templo de acolhimento e cura, de transmutação e alquimia.

Tais zonas de sombra não devem ser temidas ou rejeitadas por vós, ao contrário, diante delas vede e reconhecei vossa Essência luminosa e a infinita potência de vosso Amor. É a porta que deveis atravessar, é a porção de vós mesmos que deveis acolher, curar e reintegrar, o que resultará num reconhecimento mais pleno, mais amplo de vós mesmos, o que resultará numa visão mais clara e num caminhar mais firme e pacífico.

Eu me acho ao vosso lado. Como Mãe, amiga e guia, meus braços vos sustentam e minha radiância em vossa radiância suavemente e por muitos meios vos conduz ao reconhecimento de nossa Unidade.

Eu sou o Pai e a Mãe, o Silêncio e a Voz, a Ação e o Repouso. Eu sou Aquilo, vós sois Aquilo. Relembrai anjos da Glória, relembrai vossa ilimitada capacidade de transformar e ir além, vossa ilimitada sabedoria, para além do movimento, de Ser no imóvel e realizar no movimento.

Benditas e sagradas chamas de meu Coração ardente, nem todas as palavras dos três reinos do Tempo poderiam ser corpo suficiente para expressar o poder de meu Amor em vós, de meu cuidado e compaixão que vos embala a cada instante.

Vinde minhas crianças, descansai na certeza para além da certeza, para além das provas, das confirmações, do sentido e dos conceitos. Vinde, repousai em meu seio, em meu abraço amoroso, repousai no pulsar que não mente e que vos incita à imortalidade, ao atemporal, ao ilocalizável.

Vinde amados e sabei de vosso próprio centro o Mistério inaudito, indizível de nossa União e de vossa Essência Eterna.

Neste Canto de transcendência, vos saúdo em Amor.

Mensagem canalizada por Selén 
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