Mãe Divina - Encontros de Cura com os Jardins de Lis


A Mãe Divina conduzirá nos próximos seis domingos, às 11h da manhã (horário de Brasília), sessões de comunhão e irradiação das energias dos Jardins de Cura do Retiro Intraterreno de Lis. Todos os que sentirem em seu coração, são convidados a se colocarem em silêncio, receptividade e doação nestes momentos para acolhermos e retransmitirmos juntos esse banho de luz.

Mãe Divina 30.01.15 - Encontros de Cura com os Jardins de Lis

Mãe Divina 01.02.15 - O Canto da Inocência

Mãe Divina 08.02.15 - O Canto da Transparência

Mãe Divina 15.02.15 - O Canto da Humildade

Mãe Divina 22.02.15 - O Canto da Simplicidade



Isilda 21.02.15 - Perguntas e Respostas


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Orientações sobre o contato com os 6 Melquisedeques que se ofertaram para conduzir um trabalho vibratório de despertar de potencialidades internas. A Equipe nos orienta a estabelecer sintonia com cada uma destas consciências, diariamente e de acordo com o impulso e ressonância. Os nomes em negrito na relação abaixo são chaves mântricas de contato atualizadas.
Podemos ir comungando com cada um em separado (um dia ou uma semana com cada) ou com todos numa mesma comunhão. Estes irmãos estão trabalhando diretamente conosco ao nível da Alma, em especial no que concerne ao despertar de determinados canais em nossas estruturas etéricas e expressão mais ativa de determinados atributos da Alma. Segue a relação:

Varanak (O. M. Aivanhov) - Atributo: Transmutação/Síntese de energias.
Enlak (Sri Aurobindo) - Atributo: Retransmissão e comunicação vibratória.
Nietán (Ramakrishna) - Atributo: Visão e Conhecimento intuitivos.
Helión (Paracelso) - Atributo: Cura e sublimação de energias psíquicas.
Ytáshi* - Atributo: Plasmar campânulas vibratórias, campos para resguardar determinados processos.
Amerantis (Platão) - Atributo: Desdobrar no corpo multidimensional (merkabah e corpo sutil).

O 7º Atributo e o mais elevado de todos, pois é a síntese deles, é dom do Mestre Interior, este é a Sabedoria ou a capacidade da Alma de se dissolver na Luz Viva, reconhecendo que todos os atributos são em última instância fenômenos, apenas ferramentas para o Serviço. Este Dom é o que impede que os demais atributos sejam desvirtuados e se transformem em feitiçaria pura e simples.

*Em uma de suas encarnações, num povo antepassado dos Quilautte, foi conhecido como Cervo Brilhante.

Enlak (Sri Aurobindo) 21.02.15 - O Acesso ao Supramental

CICLO DE ESTUDOS TEOSÓFICOS


O nome destes encontros não foi escolhido aleatoriamente, é um ciclo de estudos teosóficos, porque nos proporemos mergulhar mais fundo, de acordo com as possibilidades, naquilo que a palavra Teosofia realmente significa. A palavra Teosofia vem de um termo em grego que quer dizer Sabedoria Divina. Portanto, neste ciclo de estudos não adotamos nenhum credo em especial, sistema de valores ou crenças, assim como não é o propósito deste estudo estabelecer novos dogmas, ou uma interpretação definitiva a respeito de qualquer que seja a obra que venhamos estudar aqui. 
Os comentários que serão tecidos a respeito das obras que vamos estudar, parte de uma perspectiva particular para este momento. Estes comentários não se arrogam, de forma alguma, ser uma interpretação definitiva, mais ou menos verdadeira do que a compreensão pessoal de cada um neste grupo ou em qualquer outro. E também não nos aproximamos destas obras a partir da perspectiva de qualquer organização especial, uma vez que estamos usando o termo Teosofia livre de que qualquer atrelamento sectário, religioso, filosófico ou institucional. A palavra Teosofia aponta para o legado da humanidade e a essência divina no homem e seus atributos e portanto, não pode ser reclamada como propriedade de qualquer grupo ou organização. As obras que nos propomos a estudar, portanto, não são necessariamente aquelas que usualmente estão atreladas a esse termo na compreensão comum, mas aquelas obras que apontam para a Essência Divina e a Antiga Sabedoria das Eras, a primeira sendo a verdadeira natureza da humanidade e a segunda a radiância de suas faculdades naturais.

A Voz do Silêncio, H. P. Blavatsky

Parte I - 16.01.15 - Clique para download do áudio.

Parte II - 23.01.15 - Clique para download do áudio.

Parte III - 30.01.15 - Clique para download do áudio.

Parte IV - 06.02.15 - Clique para download do áudio.

Parte V(1) - 12.02.15 - Clique para download do áudio.
Parte V (2) - 12.02.15 - Clique para download do áudio.

Parte VI - 20.02.15 - Clique para download do áudio.

Para participar do CET com Selén veja a agenda, clicando aqui.

Varanak 25.01.15 - Além do Temor por Amor


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Saudações.

Participantes: Saudações.

Eu sou Varanak, representante do Círculo de Melquisedeques. Eu transmito as bençãos e o dom da Paz desta estrutura de consciências cristalinas, que dançam uma ciranda em torno da Terra, sustentando a descida de potentes correntes que adentram a atmosfera deste planeta despertando um dom em cada coração humano.
Eu venho para, de certa forma, sintetizar em algumas palavras o intenso trabalho vibratório realizado por nosso irmão vegaliano com vocês durante este fim de semana, de modo a partilhar de forma mais adaptada a um maior número de pessoas o impulso transmitido, o impulso desenvolvido aqui com vocês para um grupo maior, para os demais que acompanham ou estão ligados conscientemente ao trabalho que se desenrola neste núcleo.

Isilda em sua última intervenção apontou para um fato de extrema importância para este período, em especial no que diz respeito à forma como vocês podem viver e se relacionar com os efeitos da descida da energia de Inturi-Kertena, esta face da energia cósmica universal que diz respeito à faculdade, à capacidade da consciência - não somente a consciência humana, mas a consciência em sua expressão universal - de multidimensionalidade ou Seidade, Existência Plena.

Este ponto trazido em evidência por Isilda foi chamado por ela de a bolha do seu campo de percepção. Toda a dinâmica transmitida por nossos irmãos vegalianos e que acompanham este núcleo, neste momento se foca em lhes conduzir à percepção clara de sua própria bolha de percepção. O que é esta bolha?
Este é, claro, um termo figurado. Embora, num determinado nível energético, exista quase mesmo que uma bolha. De todo modo, a bolha de percepção se refere à fina camada, à fina teia que filtra vossa capacidade plena de percepção e, portanto, limita sua percepção a uma versão da realidade, por vez. Ao mesmo em que esta bolha condiciona a própria percepção. Então nós temos dois fatos envolvidos nessa questão. O primeiro é que a bolha de percepção limita sua percepção a uma versão da realidade e, então, ela condiciona sua percepção desta versão.

A bolha de percepção é basicamente construída por todas as impressões registradas a partir das experiências feitas neste corpo - esta é a camada mais superficial, e que tem o seu nível de profundidade também, desta bolha de percepção e diz respeito à parte mais aparente do psiquismo, do aspecto psicológico.
Há um aspecto mais profundo ainda desta bolha de percepção e que diz respeito aos engramas que estão registrados no próprio corpo e que, estes, são germes de experiências passadas, antes deste nascimento.
A bolha de percepção, portanto, é constituída por tendências transgeracionais e por tendências de memória cerebral. Uma condiciona a própria formação do corpo. Esta camada da bolha que é constituída por estes germes de experiências pretéritas ao nascimento condiciona a própria formação do corpo e diz respeito aos engramas no próprio corpo de certas tendências que vão colorir a forma como se percebe essa versão da realidade que a bolha - que no final das contas é simplesmente a identificação com uma forma - cria.
Então, com base nas memórias ou os registros impressos em sua estrutura psicofísica das experiências realizadas neste corpo, está aí a outra parte desta bolha de percepção, que é a sua parte mais aparente porque é mais facilmente rastreável, e que também molda a forma como vocês percebem esta versão da realidade à qual a própria bolha lhes limita por uma identificação com a forma, o que é a mesma coisa que dizer, a ignorância, ou o senso de separação.

Então Isilda lhes chamou a atenção para o fato de que estar consciente desta bolha é essencial neste momento. Eu venho apontar para um outro aspecto, uma outra abordagem desta bolha de percepção que foi tratada durante este fim de semana, e que diz respeito àquilo que foi chamado por Asul de "a couraça" que vocês constroem para se proteger da vida, a carapaça que vocês constroem para se proteger daquilo que por algum motivo vocês compreendem ser uma vida que é perigosa, que diz respeito então àquele mecanismo: a desconfiança da vida, a insegurança que tal desconfiança gera, então todos os seus mecanismos, todas as suas estratégias de sobrevivência para aplacar esta sensação de insegurança. E estas estratégias de sobrevivência - que são portanto o impulso de controle e a covardia no final das contas - constituem essa carapaça, constituem essa couraça que, como foi dito, é preciso que seja conduzida à transparência para que vocês possam perceber o potencial, já ativo neste momento, da multidimensionalidade neste planeta, em vocês.

A questão de hoje, o ponto para o qual nós queremos conduzir a sua atenção é por que vocês temem a vida. Por que vocês temem a vida? É preciso abordar este medo, porque este medo condiciona e delimita sua expressão plena, sua ação sagrada neste mundo. E como foi dito, a transformação desta realidade está em nossas mãos. E é no reconhecimento de nossa unidade, e é na expressão ativa de nossa interdependência, de nossa interconectividade, da relação sagrada que é o esteio da nossa própria existência, é nisso que está a chave para o basculamento deste planeta. E aqui não se coloca mais nenhuma separação, não se coloca mais nenhuma distância entre o imaginado "nós" e o imaginado "vocês", porque de fato não há nada que nos separa, hoje a nossa Dança é a mesma Dança. E todos os que estamos aqui neste planeta, quer num corpo físico, quer seja num corpo constituído de uma organização material distinta, estamos todos envolvidos na mesma Dança.

E isto nos leva ao segundo ponto de extrema importância para hoje. É que de uma vez por todas vocês se conscientizem de qual é a sua motivação, de qual é a premissa que vocês tomam como base para o que vocês vivem hoje, em especial naquilo que diz respeito ao seu relacionamento com o Espírito, qualquer que seja a forma que isto assuma para vocês, com o invisível, com o imaterial, com o interior. Qual é sua motivação?
É preciso se alinhar, é preciso se alinhar no pulsar da Vida. É preciso redescobrir e é preciso tocar profundamente, em verdade. É preciso se permitir ser preenchido, vitalizado e envigorado pela Visão Clara de que o que move a Dança Universal é o Serviço. É preciso dar um passo de uma vez por todas além desta bolha que lhes limita à identificação viciosa a uma ideia ilusória de 'eu' separado. E perceber que o impulso que lhes move mais intimamente... Porque para além desta ideia imaginária, esta ideia ilusória de um 'eu' separado, somos centelhas do mesmo Fogo da Vida e o que arde nesta fogueira é Amor, o que arde nesta fogueira é Serviço, é a expressão do Ser em prol de cada elemento desta Dança.
O que lhes impede de render-se à Vida? O que ainda em sua experiência lhes impede de perceber o amor e o cuidado na forma como as situações são construídas para vocês, na forma como a própria experiência se desenrola?

Há um jogo que acontece no cenário humano neste planeta, e este jogo tem o objetivo de lhes conduzir exatamente para o oposto disso, insuflar o medo, alimentar o estado de insegurança e fomentar a insanidade que estes estados de consciência geram. E nós lhes convidados a olhar com clareza para a sua experiência e perceber que não há nenhum inimigo lá fora e perceber que não há contra quem lutar e perceber que não há batalha.

Permitam que esta couraça que lhes impede de sentir a vida pulsando em cada célula, a vida pulsando em cada forma, em cada irmão e irmã de qualquer reino em seu entorno e para além do limite de seus sentidos. Que esta couraça se torne transparente, porque é matéria e no interior destas partículas também esta mesma vida pulsa. Transformem esta couraça num cristal transparente, que ao invés de por sua opacidade barrar o movimento da Luz de seu coração, se transforme num potencializador desta Luz, num catalizador desta Luz, num retransmissor potente desta Luz. Aceitem ser despedaçados pela intensidade da realização de que não há inimigo lá fora, de que a Paz é sua morada eterna e de que a transformação deste planeta está em nossas mãos pelo Bem Universal, pela Harmonia Universal. Porque este é o único sentido de estar aqui. Não é pelo seu melhoramento, não é pela sua evolução, pelo que você vai adquirir ou pelo que você vai perder. É simplesmente porque somos Um nesta Teia de Interdependência e o meu passo é o passo de todos os meus irmãos e irmãs e o meu Serviço é prover e sustentar a experiência de expressão através de todas essas centelhas do Fogo Cósmico.

Talvez estas palavras não consigam transmitir a urgência e a intensidade deste chamamento. Mas de todo modo, está em você olhar com clareza para dentro de si e reconhecer o impulso que lhe move agora e então realinhá-lo, realinhá-lo com o pulsar da Vida.

Fiquem em Paz.

Transcrição feita por colaboradores da ELV.
Mensagem canalizada por Selén - http://www.escolaluzviva.com.br/

Selén 10.01.15 – Ciclos Planetários e Adaptação Energética



"Pois agora entendo que aquilo que eu começara a sentir já era 
a alegria, o que eu ainda não reconhecera nem entendera. No meu 
mudo  pedido  de  socorro,  eu  estava  lutando  era  contra  uma  vaga 
primeira  alegria  que  eu  não  queria  perceber  em  mim  porque, 
mesmo vaga, já era horrível: era uma alegria sem redenção..."

Clarice Lispector 


Eu resolvi escrever este texto, porque talvez ele seja de algum auxílio para aqueles que estejam vivendo algo semelhando neste período de intensa adaptação. Escrevo com base na minha própria experiência e nos sintomas que tenho sentido e espero poder transmitir por meio destas palavras algo do bálsamo que recebo das consciências com quem colaboro neste trabalho e que oferecem orientações, suporte ou muitas vezes apenas sua Presença amorosa e acolhedora.

Antes de tudo, deixem-me situar algumas coisas, que talvez sejam já de conhecimento de quem acompanha as mensagens transmitidas aqui no site da Escola Luz Viva. No último solstício – de verão aqui no hemisfério sul – um movimento muito importante e de certa forma inusitado aconteceu. A cada solstício a Terra se alinha de forma especial com o Sol, e por meio desse alinhamento recebe um influxo de energias cósmicas (uma alquimia de diversas energias com a predominância de uma das 12 Energias Primordiais ou Raios, que na ELV chamamos de Cromas da Luz Viva) relacionado com a Ideia Arquetípica em manifestação no planeta, como uma atualização no processo de expressão no reino das formas daquilo que É no eterno agora. O solstício de dezembro, em especial, tem sua importância ligada ao fato de que é neste solstício que desce a energia básica que “regerá” o ciclo planetário seguinte, que se inicia no equinócio de março.

De forma metafórica, podemos visualizar este movimento da seguinte maneira – considerando as limitações do exemplo – ligada à perspectiva sazonal, uma das chaves de leitura do ciclo anual do planeta:

No equinócio de março o impulso semente, acolhido pelo coração cristalino da Terra no solstício de dezembro, se espalhou completamente pela malha energética do planeta e um novo ciclo planetário se inicia colorido pela tônica do impulso semente recebido. Este é um momento de equilíbrio e harmonização, verdadeira sincronização do coração cristalino do planeta com toda a sua teia, com cada partícula que o compõe. Aqui a semente germinou e começa seu ciclo de crescimento e frutificação.

No solstício de junho, a Terra vive mais um alinhamento intenso com o Sol. O impulso semente é já uma planta e neste solstício a Terra recebe mais uma corrente de energia(s) que impulsiona as flores a se abrirem. Neste solstício a energia do impulso semente, que tinha orientação vertical e de impressão no solstício anterior, assume uma orientação horizontal e de expressão.

No equinócio de setembro, mais um grande momento de sincronização e equilíbrio do impulso recebido no solstício. As flores se abriram e os frutos começam a surgir. Neste alinhamento a vibração harmônica da teia planetária se espalha e se aprofunda, não é mais uma adaptação a uma frequência “exterior”, mas sim uma readaptação do corpo da Terra a uma frequência totalmente nova, resultado do casamento perfeito do canto da terra e do canto do céu, que produziu um canto único, que agora se espalha por toda a malha energética planetária sincronizando a dança de suas partículas.

No solstício de dezembro, o fruto está maduro. Neste alinhamento poderoso com o centro solar, a Terra oferta seu fruto ao Sol. O impulso recebido como que retorna, modificado, colorido, com uma qualidade ímpar. O fruto é colhido e partilhado na Teia Cósmica e uma semente cai no solo da Terra, trazendo o novo impulso, mais um raio que carrega os códigos a serem desenvolvidos em mais um ciclo de manifestação do Arquétipo do planeta, a Imagem Perfeita sempre existente no Mente Divina.

Ops, me estendi um pouco nesse assunto. Voltemos à proposta do texto. A partir do exposto acima, podemos perceber então que estamos vivendo um período de intensa adaptação a um impulso que fecundou o planeta no último solstício. Adicionemos a isto, o fato de que neste último solstício, pela primeira vez desde uns 312 mil anos, o ciclo planetário será regido por umas das cinco Energias Primordiais imateriais – a 8ª, Sat, ou a potência da Multidimensionalidade. De fato, um impacto considerável em nossas estruturas caducas, no que diz respeito ao mundo humano.

Pois bem, naturalmente toda nossa estrutura de expressão está sofrendo um grande impacto, do nível psíquico – o que comumente relacionamos com nossos aspectos mentais, emocionais e energético vital – ao nível físico. Nosso próprio núcleo cristalino se alinha à nova batida com muita naturalidade e sem desgastes ou resistências, enquanto almas estamos a par de todos estes eventos e a mutação nos é muito familiar e bem vinda. Mas nossa estrutura material, objetiva, passou por muitas alterações como causa e resultado da experiência de esquecimento, e especialmente a partir do nível celular, nosso multifacetado veículo se adapta com certa lerdeza a estes poderosos influxos, sendo o grau de intensidade e duração da aclimatação diferente para cada alma encarnada, devido às suas particularidades de experiência e em especial abertura, receptividade.

Devido a tudo isto, posso dizer com base em minha experiência, que não é o melhor momento para se ligar demasiado nas impressões mentais e emocionais que estamos recebendo, nem nas respostas físicas. Por conta da ordem inusitada de impulsos que a forma biológica está recebendo, o próprio instinto físico de sobrevivência começa a dar sinais que não respondem necessariamente à realidade por detrás das aparências. Eu, por exemplo, tenho sentido tonteiras, mais ou menos intensas, dependendo do dia e da hora, uma sensação de iminência que muitas vezes vem acompanhado de uma sensação de fim ou mesmo de morte física. Há momentos em que tudo parece sem sentido, como se o rumo tivesse se perdido. Isso para não falar da náusea, diarreia, sentimentos repentinos de tristeza ou frustração, que já são sintomas corriqueiros ao longo destes últimos anos em que o processo de transição se intensificou. Estes sintomas, claro, não são constantes, e muitos deles obviamente podem ter relações com outros processos, psicológicos ou patológicos - embora mesmo estes tenham sua relação com a transformação que vivemos, de modo geral. Naturalmente há momentos de alegria, serenidade, certeza, etc, mas alguns destes sintomas da adaptação em curso, podem se mostrar desafiadores às vezes, especialmente porque também estamos sendo tocados em nossas camadas subconscientes.

Em meio a tudo isto, no entanto, há um ponto de paz. Bem no interior, no silêncio de nosso afã pela mudança, pelo despertar, pela transcendência do sofrimento e do que nos parece o velho e já conhecido mundo, há um templo intocado pelo aparente caos da transformação. Um abrigo de onde jorra a sagrada fonte da equanimidade. 

A melhor forma de viver este momento é relembrando, tão frequentemente quanto possível, deste abrigo. É, como dizem os budistas, tomando refúgio, no Buddha (a essência luminosa, silenciosa e plenamente vácua que somos para além de todas as aparências, mesmo que sutis e espiritualizadas), no Dharma (a sabedoria eterna que é a radiância daquela essência e que se desvela em cada experiência que tivemos de alinhamento e imersão na Presença, bem como na aspiração à lucidez que abrigamos e alimentados em nosso interior) e na Sangha (a comunhão amorosa, a teia de interdependência e conectividade que passamos a reconhecer e viver e vemos expressa em nossas relações com irmãos e irmãs, relações de ressonância e reconhecimento mútuo).

De outra forma, mais simples e mais profunda talvez, a melhor forma de vivermos este período – não somente de adaptação até o equinócio de março, mas toda esta transição planetária, eu diria – está expressa nas palavras de uma consciência amorosa transmitidas a mim hoje: “banha-te continuamente nas águas luminosas da Graça e do Amor”. A própria visão que tais palavras evocam já possui um efeito pacificador e relaxante. 

Por fim, no que diz respeito ao eu-sujeito que interpretamos diariamente e que também somos no fim das contas, basta deixarmos sermos conduzidos neste nível aquilo que é simples e alegre, ao que enseja simplicidade e alegria. Isto não quer dizer fugir dos problemas, mas encará-los, se não com uma posição, mas ao menos com uma disposição simples e alegre e no que nossa escolha tiver algum peso, optar por aquilo que nos aproxima da serenidade.

Om Agnaye Namaha! Salve o Fogo Divino e que todos os seres estejam em paz...


Selén